Investir em terras - momento de ouro
Publicado em 01 de setembro de 2026
arrow_back Voltar para o Guia RuralO mercado de commodities do Agro, há três anos atrás, teve um forte aquecimento nos preços, elevando os valores de quase todos produtos a patamares recordes. Esta realidade aumentou a renda no campo e o produtor capitalizado, resolveu plantar ainda mais. O resultado foi que nas safras seguintes, com a produção em alta, a maior oferta, levou a uma queda nos preços.
Em paralelo, como o produtor, naquele momento, estava muito bem e como os bancos gostam de emprestar para quem não precisa, as torneiras do crédito foram abertas e o produtor tomou esses créditos para ampliar suas áreas de cultivo, arrendou mais áreas, trocou tratores e implementos, ficando numa condição de alavancagem e dívidas de custeio e de investimento.
Depois disso a taxa de juros subiu, aumentando sobremaneira o custo das dívidas e na hora que o produtor foi vender seus produtos, com os preços em queda, sua receita caiu e o que ele passou a receber não era mais suficiente para honrar seus compromissos. Neste cenário, o preço da terra sofreu pressão de baixa, em praticamente todas regiões do Brasil, juntamente com perda de liquidez. O mercado financeiro remunerando bem acima da inflação nominal, fez com que o investidor se mantivesse numa postura retraída.
O mundo todo vem sofrendo com inflação pós-covid, que aliada às variações cambiais que favorecem o aumento em Reais dos preços das commodities, é previsível que a receita do produtor volte a crescer de forma significativa. E a consequência natural do aumento de renda no campo é o aumento no valor da terra, que voltará a assumir sua relevância no mercado de ativos de grande valorização e renda satisfatória.